Vinho
O vinho e o amigo, do mais antigo.
O vinho que vai para vinagre, não retrocede o caminho.
Pão de hoje, carne de ontem e vinho do outro verão fazem o
homem são.
Pão e vinho andam caminho que não moço ardido.
Pão e vinho, um ano meu, outro do meu vizinho.
Pão que sobre, carne que baste, vinho que falte.
Pelo São Martinho, abatoca o teu vinho.
Pelo São Martinho, nem favas, nem vinho.
Pelo São Martinho, todo o mosto é bom vinho.
Poda na rama, vinho na cama.
Pelo São Lourenço, fui à vinha enchi o lenço ... pela
Santa Maria, não comi mais porque não podia.
Poda tardio, semeia temporâo, terás vinho e pão.
Por cima de melão, vinho de tostão.
Por cima de pêras, vinho bebas.
Porco fresco e vinho novo, cristão morto.
Quando o vinho desce, as palavras sobem.
Quanto mais o vinho sobe, mais as palavras saem.
Queijo do Alentejo, vinho de Lamego.
Quem ceia vinho, almoça água.
Quem compra pão de praça e vinho de taverna, filhos
alheios governa.
Quem poda tardio e semeia temporão, tem vinho e pão.
Quem tiver bom vinho, não o dê ao seu vizinho.
Se queres o velho menino, em cima do doce dá-lhe
vinho.
Semeia trigo em barral e não ponhas vinho em
carrascal.
Sobre pêras, vinho bebas.
Solas e vinho, andam caminho.
Tonel mal lavado, vinho estragado.
Vasilha de pinho não faz bom vinho.
Vento de Março e chuva de Abril, vinho a florir.
Vinha que rebenta em Abril, dá pouco vinho para o
barril.
Vinho de Airó, bebe-o tu só.
Vinho e linho, só são frios um bocadinho.
Vinho e medo, descobrem segredo.
Vinho e mouro, não é tesouro.
Vinho pela cor, pão pelo sabor.
Vinho que nasce em Maio, é para o gaio; se nasce em
Abril, vai para o funil; se nasce em Março, fica no regaço.
Vinho sobre melancia, dá pneumonia.
Vinho turvo e pão quente, são inimigos da gente.
Vinho verde em Janeiro, é mortalha no telheiro.